Mostrando postagens com marcador Juiz. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Juiz. Mostrar todas as postagens

domingo, 16 de janeiro de 2011

Juízes, árbitros, bandeirinhas. Interpretação, análise, opinião.



Testar possibilidades para renovação em Campeonatos importantes é um risco que a Federação Paulista de Futebol não levou em conta. Mas, talvez, um jogo supervisionado por 6 árbitros, não seja tão ruim como eu penso...

Aliás, para os profissionais, é uma medida que veio para auxiliá-los. A idéia é essa, sim. Mas o quê de ruim pode acontecer? Quanto mais gente perto do lance, melhor, não é? Seria, se todos os juízes pensassem igual. Mas eles são pessoas diferentes, e por isso, pensam, analisam e interpretam cada jogada, de um jeito seu. O que para alguns é falta, para outros é simulação, ou nem uma coisa, nem outra. O teste só me mostra uma coisa: vai dar problema! Hoje, no jogo São Paulo x Mogi Mirim, o primeiro lance foi um pênalti a favor do Tricolor. Um dos ‘novos’ árbitros apontou para o centro da área, sinalizando a falta. E se o árbitro principal, que estava apitando, não concordasse? Ele estaria desautorizado durante toda a partida, que apenas começava.

Está na regra que os tais ‘auxiliares’ novos não podem sinalizar o que interpretam (e é por isso que eles usam um caríssimo aparelho de comunicação), justamente para que não aconteça o que descrevi acima, mas o fato de um deles ter sinalizado, demonstra que o instinto de árbitro não vai sumir para dar vez ao novo jeito de apitar.

Os juízes treinam e são formados justamente para identificar e interpretar cada ação dos jogadores, e quando estão “formados”, suas cabeças não desobedecem mais à função, porque não estudaram para isso!

Se quiserem realmente mudar a regra, e colocar 6 árbitros em um jogo, que os treinem para as funções novas, eles não vão agir de forma diferente daquela que aprenderam! Mas estamos apenas na primeira rodada, e até o fim do Paulistão muita coisa vai acontecer. Eu espero que uma delas, esteja relacionada ao apito, que no Brasil vai de mal a pior.