
Testar possibilidades para renovação em Campeonatos importantes é um risco que a Federação Paulista de Futebol não levou em conta. Mas, talvez, um jogo supervisionado por 6 árbitros, não seja tão ruim como eu penso...
Aliás, para os profissionais, é uma medida que veio para auxiliá-los. A idéia é essa, sim. Mas o quê de ruim pode acontecer? Quanto mais gente perto do lance, melhor, não é? Seria, se todos os juízes pensassem igual. Mas eles são pessoas diferentes, e por isso, pensam, analisam e interpretam cada jogada, de um jeito seu. O que para alguns é falta, para outros é simulação, ou nem uma coisa, nem outra. O teste só me mostra uma coisa: vai dar problema! Hoje, no jogo São Paulo x Mogi Mirim, o primeiro lance foi um pênalti a favor do Tricolor. Um dos ‘novos’ árbitros apontou para o centro da área, sinalizando a falta. E se o árbitro principal, que estava apitando, não concordasse? Ele estaria desautorizado durante toda a partida, que apenas começava.
Está na regra que os tais ‘auxiliares’ novos não podem sinalizar o que interpretam (e é por isso que eles usam um caríssimo aparelho de comunicação), justamente para que não aconteça o que descrevi acima, mas o fato de um deles ter sinalizado, demonstra que o instinto de árbitro não vai sumir para dar vez ao novo jeito de apitar.
Os juízes treinam e são formados justamente para identificar e interpretar cada ação dos jogadores, e quando estão “formados”, suas cabeças não desobedecem mais à função, porque não estudaram para isso!
Se quiserem realmente mudar a regra, e colocar 6 árbitros em um jogo, que os treinem para as funções novas, eles não vão agir de forma diferente daquela que aprenderam! Mas estamos apenas na primeira rodada, e até o fim do Paulistão muita coisa vai acontecer. Eu espero que uma delas, esteja relacionada ao apito, que no Brasil vai de mal a pior.