
A polêmica atual, é o comportamento de Dunga como comandante da nossa Seleção. Na verdade, o fato polêmico não foi só o seu trabalho durante esses 4 anos, e sim a arrogância mostrada por ele nesse tempo, com os jornalistas que lhe entrevistaram.
Todos nós sabemos, que a pressão de ser técnico do Brasil não é moleza. Sabemos também que as perguntas dos repórteres são um tanto quanto maliciosas e sem fundamento. Querem, além de tudo, que o nosso técnico tenha uma bola de cristal. Eles perguntam coisas do tipo: Por exemplo: “Você acha que a Costa do Marfim vai atacar ou jogar fechada?”, e o que interessa a nós, brasileiros, saber o que os jogadores vão comprar nos shoppings africanos?
Isso não é jornalismo puro, isso é sensacionalismo.
A pior característica que um comunicólogo pode ter é essa. Tripudiar em um fato só para torná-lo um escândalo. Cansa.
E os comentaristas? O que eles estão fazendo? Palpitando e querendo ensinar os nossos atletas a jogar bola. Se naquele chut, a bola saiu por cima do gol, não é novidade que se o atacante tivesse chutado mais para baixo ela entraria. Isso não é comentário inteligente. É extremamente óbvio, qualquer Zé mané sabe disso.
A Rede Globo sempre foi dona do nosso futebol, da CBF, da seleção e de toda a comissão técnica. Concentração? Que nada! A Globo tem preferência, pode entrevistar qualquer um em qualquer momento. É só estralar os dedos, como se estivesse chamando: “Rex, vem cá Rex!”. E o povo sempre achou normal.
O que me espanta não é o povo se acostumar, e sim, que se acostumem os profissionais de lá, os jogadores, técnicos, preparadores, assessores, diretores. Não é nada normal uma rede de comunicação estar sempre no topo de preferência. A maior característica da boa informação é a capacidade dela estar em todos os jornais, revistas, rádios. E não só isso, mas que também possam dar diferentes visões ao público, que deveria por si próprio formar uma opinião. O que se faz hoje, é jogar a opinião formada, feita, cuspida.
Quando o Dunga resolveu tirar o privilégio desse monopólio, veio o jornalista Tadeu Schmidt, no Fantástico dizer pela emissora, que torce acima de tudo pelo sucesso da seleção. Nossa, Tadeu, que bom! E ainda disse mais, expôs o comportamento explosivo do técnico, como se ele tivesse cometido um crime. Pronto, matou o Papa, estrangulou os jogadores, assassinou os brasileiros.
Ele só queria respeito. Um repórter que está em uma entrevista coletiva, falando ao celular, e discordando das respostas do entrevistado, deveria ao menos abaixar as orelhas ao ser questionado se havia algum problema ali. A Globo criticou o técnico, desde que ele foi escolhido. Quando começou a Copa do Mundo então, nem se fala. Cada errinho em campo era motivo para acabar com o comandante, como se um campeonato desse tamanho não fosse tomado por crises de tensão de cada jogador. Todas as seleções do mundo, nos seus jogos de estréia demonstraram o nervosismo comum ao maior momento da vida de cada atleta. E mesmo a seleção arrancando um placar vitorioso, de
A convocação foi errada, os treinos também, e inclusive os próprios jogos. Ok, não foi a melhor apresentação da nossa equipe, concordo. Mas o segundo jogo veio, e vencemos a Costa do Marfim por
Os brasileiros estavam todos contentes, mas a Rede Globo de Monopólio continuou rebaixando o nosso técnico e criticando sua atuação.
Na coletiva, o jornalista do monopólio discorda publicamente do entrevistado como se fosse obrigação dele falar tudo o que querem ouvir. Não é. Ao proferir aquelas palavras de baixo calão, Dunga deixou seu mau humor explícito. Mas depois de tantas patadas, qual o problema?
Ele ganhou o jogo, deixou os torcedores cheios de orgulho, e precisa continuar sendo criticado?
É Globo, seu privilégio acabou. Sua mania de mandar e desmandar na seleção canarinho já era. O Twitter, rede social muito utilizada no país, deixou calara a revolta com as palavras ditas pelo Fantástico.
Bom é saber que pelo menos até o fim desse mundial, ninguém vai interferir na equipe. Ninguém vai conseguir invadir o hotel e arrancar palavras desnecessárias dos jogadores.
A mesma rede social, promove uma campanha para que o próximo jogo do Brasil seja acompanhado pelos telespectadores em outro canal. O Dia sem Globo, 25 de junho, está bombando, mas precisa ultrapassar as barreiras da internet.
Por fim, desejo não só ao nosso comandante, mas à nossa seleção, força. Força Brasil, força Dunga, estamos com vocês. A torcida está aqui! A manipulação da mídia pode até continuar influenciando as opiniões em diferentes área. Mas não vai conseguir afetar a maior paixão nacional.
LIGIA THOMAZI






