segunda-feira, 15 de março de 2010

Um raro espetáculo

Domingo foi dia de clássico na Vila Belmiro e no coração de palmeirenses e santistas. Quanto mais se aproximava a disputa, mais as emoções ficavam à flor da pele. Pelo retrospecto dos dois times no Paulistão a vitória parecia sorrir mais para o time alvinegro, mas...

No comecinho da etapa inicial, o Santos abriu o placar com um gol de Pará. Segundo ele mesmo confessou no intervalo da partida, a tentativa era de fazer um cruzamento, mas a bola fez uma surpreendente curva e entrou no ângulo esquerdo do goleiro Marcos, que não teve chances de defesa.

Em jogada mais comum, Ganso deu um belo toque para Neymar, que não desperdiçou a oportunidade e aumentou o placar a favor do time da baixada, já aos 31 minutos: 2 x 0.

Para quem assistia ao jogo, ele parecia liquidado. Em menos de 35 minutos o Santos correu muito e fez dois gols. A vitória parecia certa, mas, com a inexperiência de um time de meninos, relaxou e acabou abrindo sua defesa.

A partir daí, uma inesperada reação alviverde tomou conta do gramado.
Irritados com a postura irreverente dos adversários, os jogadores palmeirenses trataram de sair para o ataque e demonstraram que para profissionais não existe vitória antes de o juiz apitar o final do jogo. Robert, por um momento esquecido, ressurgiu como um rei. Em dois minutos fez dois gols, e assim os times foram para os vestiários com a sensação de que o jogo começaria novamente na segunda etapa.

E agora? Ainda havia favorito? Não existe favoritismo quando se trata de clássico.

Diego Souza, ídolo da torcida palmeirense, deixou sua marca aos 15 minutos do segundo tempo. O placar havia virado, o Palmeiras vencia por 3 x 2.

Com a intenção de dar mais velocidade e tornar o ataque do Santos mais eficiente, o treinador Dorival Júnior colocou em campo o baixinho Madson. E acertou: aos 35 minutos ele mostrou que tinha entrado em campo para jogar. Placar de 3 a 3 e a expectativa de muito suor nos últimos minutos do jogo.

Faltando apenas 2 minutos para acabar o tempo regulamentar, Robert fez mais um. E o clássico, tão vendido para o público como ganho pelo Santos, terminou com a grande vitória do Palmeiras 4 x 3 Santos.


COMENTÁRIOS:

Para quem gosta de futebol o clássico não deixou nada a desejar. Não sou palmeirense nem santista e fiquei muito satisfeita em assistir ao jogo.

Foi um espetáculo raro, como há muito tempo eu não via. Um jogo que merece elogios e deixou lições. Não há bola perdida, e muito menos jogo perdido por antecipação.

Não importa para qual time você torça, o importante é reconhecer a arte da bola nos pés. E esse jogo foi uma pintura. Uma pintura que trouxe para nosso divertimento o "armeration" (rebolation na versão do colombiano Armero), já registrado em vídeos pelos criativos de plantão da rede.

2 comentários:

PqnaPaula disse...

É... acho que perdi um jogão mesmo hein?!

Feeh disse...

PALMEIRAS ♥